domingo, 14 de Setembro de 2008

Os pitagóricos

Pitágoras não foi apenas um revolucionário das matemáticas e da geometria. Foi também o fundador de uma escola filosófica muito severa com o epicentro em Crotona (localizada no sul da Itália e que, na altura, fazia parte do mundo grego) e cujo o tema era “o número é tudo”: a escola Pitagórica.

Os pitagóricos acreditavam firmemente que a essência de tudo, quer na geometria, quer nas questões praticas e teóricas da vida do homem, podia ser explicada através das propriedades dos números inteiros e/ou das suas razões.
Mas as suas crenças e atitudes iam mais além. A escola de Pitágoras proibia os seus membros de rir, de comer ovos e de vestir livremente. Durante os quatro primeiros anos de aprendizagem, o mestre apenas se dirigia por escrito aos seus discípulos.
No entanto, os habitantes de Crotona ficaram tão fartos dos seguidores de Pitágoras que mataram a maioria após a morte do mestre.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Viseu antigo

Praça de Camões (actual Praça D. Duarte)
Postal com edição patrocinada pela C. M. de Viseu

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Caxemira

De vez em quando o mundo fica suspenso em notícias vindas da Índia e do Paquistão por causa de Caxemira, o que se justifica, uma vez que ambos os países possuem armas nucleares e a região é o cenário de uma disputa entre os dois estados desde 1947, ano em que a independência de ambos.
A região é extremamente rica em minerais e possui um solo muito fértil, para além de possuir uma enorme importância estratégica: faz fronteira com a Índia, Paquistão, Rússia, China e Afeganistão.
A crise económica dos finais do século XIX fez-se sentir de uma forma esmagadora na Índia colonizada pela Inglaterra: fome, epidemias, motins de camponeses foi o resultado da crise, estimulando o sentimento nacionalista indiano.
Em 1885 fundou-se o Partido do Congresso Nacional Indiano, importante peça no futuro processo de independência do território. Este partido representava em especial os hindus. No entanto, diversos sectores da sociedade indiana não partilhavam essa corrente religiosa. As pessoas pertencentes às castas mais baixas do sistema hindu rapidamente se converteram ao islamismo com a esperança de fugir à miséria a que estavam abandonadas.
Ao mesmo tempo que decorriam as negociações entre o Partido do Congresso e o governo inglês, com vista à independência, aumentavam os conflitos internos entre muçulmanos e hindus, resultando não raras vezes em massacres. Durante as negociações, os ingleses propuseram a divisão da região em dois países, criando-se, assim, a Índia e o Paquistão.
No entanto, ficou por resolver o problema de Caxemira. Esta é uma pequena região que foi integrada na Índia – localizando-se no norte -, mas cuja população é maioritariamente muçulmana. Desde então, tem sido fonte de conflitos entre hindus e muçulmanos, com o Paquistão a apoiar estes últimos.
Em 1949, após mediação da ONU, Caxemira foi dividida em duas partes, sendo que uma continuaria integrada em território indiano e a outra pertenceria à esfera de influência do Paquistão. Em 1962, após um conflito com a China, a Índia perdeu parte do território de Caxemira, aumentando as divergências com o Paquistão, uma vez que este mantinha relações privilegiadas com o governo Chinês.
Durante a década de 80, o fundamentalismo muçulmano foi-se acentuando, fortalecendo o movimento separatista de Caxemira. Os grupos fundamentalistas tiveram origem não só no próprio território, mas também no Paquistão.
Actualmente, a Índia controla dois terços de Caxemira e acusa o Paquistão de dar apoio aos separatistas através de treino e fornecimento de armas.

Fonte: Os conflitos na Índia, Claudio Recco, Historianet

domingo, 24 de Agosto de 2008

Estremoz antigo

Rossio - Estremoz
Postal com edição patrocinada pela C. M. de Estremoz ("Estremoz Antigo")

sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Druidismo

Os druidas constituíram a elite sacerdotal do povo celta nas regiões do norte de França e da Grã-Bretanha. A etimologia da palavra druida reflecte o papel que lhes era atribuído. A palavra em gaulês é druis e deriva de duas raízes, dru e wid. Dru significa verdadeiro e forte, sendo a origem da palavra duro em português. Wid tem o significado de conhecimento, sabedoria.
A origem do druidismo é incerta. Nos seus escritos, Júlio César afirma que partiu da Grã-Bretanha para o sul, enquanto Plínio defende que o movimento teria sido inverso, tendo surgido da Gália para as ilhas britânicas. Vários estudiosos têm argumentado que os druidas têm uma origem pré-celta, isto é, o druidismo já estaria presente nessas regiões antes dos celtas lá terem chegado.
É ideia corrente de que os druidas foram sacerdotes da religião celta, mas na realidade eram muito mais que isso. Embora detivessem a seu cargo o poder espiritual, o poder temporal também lhes pertencia. A sua importância era tal que o rei só poderia falar depois deles. Eram consultados para todas as decisões importantes e a sua palavra era lei. Para além de serem sacerdotes, ocupavam os trabalhos de juízes, doutores, poetas, historiadores, profetas, magos, médicos, matemáticos, astrónomos, etc., existindo ainda indicações que os sugerem usando armas e como chefes de família. Dominavam praticamente todas as áreas das ciências exactas e detinham contáveis conhecimentos de medicina, fitoterapia e agricultura. Embora possuíssem uma forma de escrita (escrita rúnica), não a usavam para gravar os seus conhecimentos. No contexto religioso, os druidas eram mediadores entre os homens e os deuses, conhecendo o caminho para uma felicidade na vida após a morte, o que ajuda a explicar a veneração que os celtas tinham por eles. De facto, o povo celta acreditava que a alma não morria juntamente com o corpo, mas que partiria para o Oeste, localização do outro mundo. A educação de um druida era secreta, sendo realizada em locais afastados e durando cerca de vinte anos, terminando com juramentos de cumprimentos das regras morais e religiosas. Os druidas do continente partiam muitas vezes para a Grã-Bretanha para receberem o seu treino. A formação era muito rigorosa: um número considerável a iniciava, mas muito poucos chegavam à função de druida propriamente dita. O ano celta encontrava-se dividido em duas estações principais – uma quente e outra fria – que se subdividiam em quatro festas. A principal celebração druídica coincidia com o início da estação Samhain que acontecia na primeira lua cheia do mês de Novembro e que marcava o fim de um ano e o início de um novo, estando profundamente ligada à renovação da fecundidade da terra e dos seus habitantes. Os celtas acreditavam que durante essa noite o véu que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos está o mais fino possível. Era um momento de recordarem aqueles que partiram e que habitam o outro mundo, comemorando-se a ligação com os antepassados e que um dia renascerão. Os cristãos transformaram esta data no Dia de Todos os Santos e no Dia de Finados. Outra celebração importante ocorria no início de Fevereiro, o Imbolc, que significa dentro do útero, e era associado à deusa Brigit, a Deusa-Mãe, protectora da mulher e do nascimento das crianças. Os druidas do passado não têm nada a ver com os movimentos druídicos de hoje. De facto, o druidismo começou por se extinguir na Gália devido à influência romana, que afastou os druidas dos cargos mais elevados. A cristianização contribuiu também para a sua extinção nas ilhas britânicas.