De vez em quando o mundo fica suspenso em notícias vindas da
Índia e do
Paquistão por causa de Caxemira, o

que se justifica, uma vez que ambos os países possuem armas nucleares e a região é o cenário de uma disputa entre os dois estados desde 1947, ano em que a independência de ambos.
A região é extremamente rica em minerais e possui um solo muito fértil, para além de possuir uma enorme importância estratégica: faz fronteira com a
Índia,
Paquistão,
Rússia,
China e
Afeganistão.
A crise económica dos finais do século XIX fez-se sentir de uma forma esmagadora na Índia colonizada pela Inglaterra: fome, epidemias, motins de camponeses foi o resultado da crise, estimulando o sentimento nacionalista indiano.
Em 1885 fundou-se o
Partido do Congresso Nacional Indiano, importante peça no futuro processo de independência do território. Este partido representava em especial os
hindus. No entanto, diversos sectores da sociedade indiana não partilhavam essa corrente religiosa. As pessoas pertencentes às
castas mais baixas do sistema hindu rapidamente se converteram ao islamismo com a esperança de fugir à miséria a que estavam abandonadas.
Ao mesmo tempo que decorriam as negociações entre o Partido do Congresso e o governo inglês, com vista à independência, aumentavam os conflitos internos entre muçulmanos e hindus, resultando não raras vezes em massacres. Durante as negociações, os ingleses propuseram a divisão da região em dois países, criando-se, assim, a Índia e o Paquistão.
No entanto, ficou por resolver o problema de Caxemira. Esta é uma pequena região que foi integrada na Índia – localizando-se no norte -, mas cuja população é maioritariamente muçulmana. Desde então, tem sido fonte de conflitos entre hindus e muçulmanos, com o Paquistão a apoiar estes últimos.
Em 1949, após mediação da
ONU, Caxemira foi dividida em duas partes, sendo que uma continuaria integrada em território indiano e a outra pertenceria à esfera de influência do Paquistão. Em 1962, após um conflito com a
China, a Índia perdeu parte do território de Caxemira, aumentando as divergências com o Paquistão, uma vez que este mantinha relações privilegiadas com o governo Chinês.
Durante a década de 80, o fundamentalismo muçulmano foi-se acentuando, fortalecendo o movimento separatista de Caxemira. Os grupos fundamentalistas tiveram origem não só no próprio território, mas também no Paquistão.
Actualmente, a Índia controla dois terços de Caxemira e acusa o Paquistão de dar apoio aos separatistas através de treino e fornecimento de armas.
Fonte: Os conflitos na Índia, Claudio Recco,
Historianet